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O manuscrito Barberini gr. 336

O manuscrito Barberini gr. 336

também conhecido como Manuscrito Nicolai
ou Eucológiode S. Marcos

A ordenação de diáconas na tradição greco-bizantina

Este antigo manuscrito grego sobre ordenação pertencia à biblioteca do Cardeal Barberini. Está agora na biblioteca do Vaticano. É uma cópia feita por volta do ano 780, mas o conteúdo é muito mais antigo e reflecte a prática bizantina durante o apogeu do diaconado, entre os séculos III e VIII. Sobre a data e a origem do manuscrito, leia-se a introdução por Stefano Parenti.

A publicação definitiva do texto grego com uma tradução italiana foi feita por Stefano Parenti & Elena Velkovska, L’Eucologio Barberini Gr. 336, Biblioteca «Ephemerides Liturgicae Subsidia» nº 80, Edizioni Liturgiche, Roma, 2000. Para o texto aqui publicado, ver pp. 170-174 & 336-339.

O manuscrito tinha sido já publicado e traduzido em latim por João Morinus, em Commentarius [sic!] de Sacris Ecclesiae Ordinationibus, publ. Kalverstraat, Antuérpia, 1695; aqui pp. 55-57. Eis o que Morinus escreve na sua introdução: “Este magnífico códice [=manuscrito em pergaminho] foi escrito em maiúsculas e unciais, não em letras quadradas, mas sim mais largas e fluidas, que, ao longo do tempo, se formaram a partir da forma quadrada. Para quem está familiarizado com os códices gregos antigos, ela [=a cópia] não pode ter menos de 800 anos, talvez exceda mesmo muito essa idade.” [E Morinus examinou o códice em 1695!]

fragment of the Barberini mss


Amostra da escrita uncial tardia a que Morinus se refere.

Este trecho é do manuscrito Barberini gr. 336, fol. 170v.
Diz o seguinte: “Guiai a vossa serva na tarefa do vosso
diaconado e derramai sobre ela o dom rico e abundante
do vosso Espírito Santo. Preservai-a de tal forma que
possa sempre cumprir o seu ministério com uma fé recta
e uma conduta irrepreensível, segundo o que vos é
agradável.” etc.




O manuscrito Barberini gr. 336

Texto traduzido do grego, e disponibilizado na Internet, por John Wijngaards.

No texto original a ordenação dos homens e das mulheres é descrita separadamente. Publico aqui a duas descrições lado a lado para mostrar como as duas ordenações são substantivamente o mesmo. Para aceder ao original grego, clique aqui.

‘Na ordenação (cheirotonia) de um diácono’

‘Oração na ordenação (cheirotonia) de uma diácona’

Depois do sagrado ofertório, as portas [do Coro] abrem-se e antes que o Diácono entoe a litania de Todos-os-Santos, o homem que vai ser ordenado diácono é apresentado ao Arcebispo. E quando a “Divina Graça” [declaração] (ver texto) tiver sido pronunciada, o ordinando ajoelha-se. O Arcebispo faz três vezes o sinal da cruz sobre a sua fronte, impõe-lhe a mão e reza:

Depois do sagrado ofertório, as portas [do Coro] abrem-se e antes que o Diácono entoe a litania de Todos-os-Santos, a mulher que vai ser ordenada diácona é conduzida ao [Arce]bispo. E depois de este ter pronunciado a “Divina Graça” [declaração] (ver texto) com voz forte, a mulher que vai ser ordenada inclina a cabeça. O Arcebispo impõe-lhe a mão na fronte, faz três vezes o sinal da cruz e reza:

“Senhor nosso Deus, em vossa providência enviai a força e a abundância do vosso Santo Espírito sobre aqueles que, pelo vosso poder insondável, são constituídos ministros para servir nos vossos mistérios imaculados; preservai, nós vos pedimos Senhor, este homem que vós quereis que eu promova ao cargo de diácono [leitourgia do diaconado], a fim de que com toda a dignidade possa guardar o mistério da fé com consciência pura.
E dai-lhe a graça que destes a Estêvão, vosso primeiro mártir.
E depois de o terdes chamado às tarefas do vosso ministério, segundo a vossa vontade, fazei-o digno de assumir o grau [de responsabilidade] que lhe confiastes.
Pois aqueles que o desempenharem bem, atingirão um grau elevado.
Tornai o vosso servo perfeito, pois vosso é o reino e o poder.”

“Senhor Santo e Omnipotente, pelo nascimento do vosso único Filho nosso Deus, de uma Virgem segundo a carne, santificastes o sexo feminino. Vós concedeis não só aos homens, mas também às mulheres, a graça do Espírito Santo. Nós vos pedimos, Senhor, olhai para esta vossa serva e guiai-a na tarefa do vosso diaconado, derramai sobre ela o dom rico e abundante do vosso Espírito Santo.
Preservai-a para que possa sempre desempenhar o seu ministério [leitourgia] com uma fé recta e uma conduta irrepreensível, segundo o que vos é agradável.
Pois a vós é devida toda a honra e glória.”

Um dos outros diáconos entoa então a litania “pela paz no mundo, pela salvação das nossas almas, pelo nosso Arcebispo, pelo homem que recebeu o diaconado e pela sua salvação,
pelo nosso Imperador, etc., etc.”

Depois do “Amen”, um dos outros diáconos entoa então a litania “pela paz no mundo, pela salvação das nossas almas, pelo nosso Arcebispo, pela mulher que recebeu o diaconado e pela sua salvação, pelo nosso Imperador, etc., etc.”

Enquanto o Diácono entoa essas preces, o Arcebispo, ainda impondo a mão sobre a cabeça do ordinando, reza assim:

Enquanto o Diácono entoa essas preces, o Arcebispo, ainda impondo a mão sobre a cabeça da ordinanda, reza assim:

“Deus, nosso Salvador, com uma voz incorruptível, anunciastes que o maior de todos seria o que cumprisse o ministério do diaconado, como está escrito no vosso Santo Evangelho: “Aquele que quiser ser o primeiro entre vós, que se faça servo [diakonos]”. Nós vos pedimos, Senhor de todos, que a este vosso servo a quem julgastes digno de aceder ao ministério [leitourgia] do diaconado, o cumuleis, graças à vinda vivificante do vosso Espírito Santo, de toda a fé, caridade, poder e santidade.

Pois a Graça é dada aos que julgais dignos, não pela imposição das minhas mãos, mas pela vinda da vossa abundante misericórdia, de forma que, purificado do pecado, possa no temível dia do vosso julgamento ser-vos apresentado sem pecado e receber a recompensa da vossa promessa.

Pois vós sois o nosso Deus, Deus de misericórdia e salvação, etc. etc. [sic!]”

“Senhor, Mestre, não rejeiteis as mulheres que se consagram a vós e que querem, de forma correcta, servir a vossa Santa Casa, mas admiti-as na ordem dos vossos ministros [leitourgôn].

Concedei também o dom do vosso Espírito Santo à vossa serva que se quer consagrar a vós e dai-lhe a graça do ministério do vosso diaconado, como destes a graça do vosso diaconado a Febe, a quem chamastes ao desempenho do vosso ministério [leitourgia].

Concedei-lhe, Senhor, que persevere sem culpa no vosso Santo Templo e que cuide do seu comportamento, especialmente da sua modéstia e temperança.

Além disso, fazei a vossa serva perfeita, de forma que quando se encontrar face ao julgamento do vosso Cristo, possa obter o fruto merecido da excelência da sua conduta, pela misericórdia e humanidade do vosso Filho Único.”

Depois do “Amen” o Arcebispo retira a faixa [phenolis] do ordinando e impõe-lhe a estola [to horarion]. Beija-o e passa-lhe o santo leque, fazendo-o ventilar as oferendas sagradas assim que estiverem expostas na mesa [do altar].

Depois do “Amen” ele [=o Arcebispo] coloca-lhe a estola do diaconado [to diakonikon horarion] em volta do pescoço, debaixo da faixa [maphorion], juntando as duas extremidades da estola na frente.

Quando [no momento da comunhão] o recém-ordenado tiver recebido o corpo e o sangue de Cristo, o Arcebispo entrega-lhe o cálice. Ele, então, servirá o precioso sangue a todos os que se aproximarem.

Quando [no momento da comunhão] a recém-ordenada tiver recebido o corpo e o sangue de Cristo, o Arcebispo entrega-lhe o cálice. Ela aceita-o e coloca-o na sagrada mesa [do altar].

Para aceder ao original grego, clique aqui.

A análise destes ritos mostra que a ordenação da diácona é igual à ordenação do diácono e, indubitavelmente, sacramental.

Regressar a Mulheres diáconas - Resumo?

Texto de John Wijngaards

Traduzido por Idalina Vieira


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